Foto: Google Street View (Divulgação)
Apesar de prever para 29 de abril a liberação de mais 14 km duplicados na BR-290, entre Pantano Grande e Butiá, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado não garante a conclusão de outro trecho de 18 km até a metade deste ano, conforme havia prometido o ministro dos Transportes, Renan Filho, em fevereiro. Pela promessa do ministro, até junho, 50 km estariam duplicados e liberados. É que há mais de um ano, há 14 km prontos e em uso entre Pantano Grande e Cachoeira do Sul, e Renan havia prometido 17 km até o fim de março (dos quais 14km serão entregues agora em abril) e outros 18 km até junho.
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Ao ser questionado se esses 18 km serão mesmo entregues até a metade deste ano, a Superintendência do Dnit no Rio Grande do Sul respondeu apenas o seguinte: “Isso depende da liberação de mais recursos do governo federal”. Essas obras são nos lotes 3 e 4, que cujo trabalho iniciou em 2014 e está sendo realizado nos últimos anos.
Já no lote 2, entre Butiá e Arroio dos Ratos, o Dnit tenta retomar as obras há mais de dois anos e respondeu essa semana: “As tratativas para reinício do contrato vigente estão em fase final.” Enquanto isso, no lote 1, entre Arroio dos Ratos e Eldorado do Sul, perto de Porto Alegre, não há nem previsão de início das obras de duplicação: “O Dnit informa que, sobre o Lote 1, a elaboração do um novo anteprojeto deve ocorrer nos próximos dias, ainda sem previsão para licitação.”
Cada um dos 4 lotes da obra tem cerca de 30 km. Dos 115 km prometidos para serem duplicados e que tiveram início de obras em 2014, só 14 km estão prontos e em uso até agora, e há outros 14 km que devem ser entregues agora no final de abril.
A BR-290 é uma das duas rotas que ligam a Região Central e a Fronteira Oeste a Porto Alegre e ao Litoral Norte. Além disso, é o principal corredor de importação e exportação para a Argentina e Chile, sendo também a rodovia mais utilizada pelos turistas argentinos que vêm veranear nas praias gaúchas e catarinenses. Por isso, a importância de ser duplicada e de receber terceiras faixas, além de investimentos para manutenção.